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On Air

Anabela Bento e Susana Silvério Passepartout / 19:00 - 20:00

A CIRCULARIDADE DO QUADRADO de Dimítris Dimitriádis Tradução José António Costa Ideias Com Hugo Tourita, Antónia Terrinha, Inês Pereira, Pedro Caeiro, Nuno Pardal, Simon Frankel, Bruno Vicente, Nuno Gonçalo Rodrigues e Vânia Rodrigues Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Encenação Jorge Silva Melo M16
No CCB – Centro Cultural de Belém de 17 a 20 Junho
5ª a Sáb. às 19h00 | Dom. às 16h00
No Teatro da Politécnica de 23 de Junho a 17 de Julho
3ª a Sáb. às 19h00
Queremos sempre algo que não existe. Nunca nos satisfazemos com o que é. É esse o nosso erro, mas não há como evitá-lo. Está na nossa natureza. Deitamos as nossas vidas fora assim, mas não há outra maneira de as tornar nossas.

Dimítris Dimitriádis, A Circularidade do Quadrado
A Circularidade que o dramaturgo dedica “àqueles que vivem” é uma equação erótica de paixão e desespero que apresenta onze pessoas de diferentes géneros, gerações e preferências sexuais que partilham uma necessidade irresistível: ser amadas. A Circularidade do Quadrado expressa a inevitabilidade da nossa existência quando empurra os seus heróis para o limite, colocando-os a incendiar-se e matar-se mutuamente apenas para ressuscitá-los um pouco depois com uma única e partilhada esperança: que talvez desta vez encontrem o amor.

Jorge Silva Melo

Devastado por uma paixão proibida, e falido, Enrique, diretor teatral, devota-se à montagem de uma versão radicalmente livre de “Romeu e Julieta”, no seu mais íntimo e secreto palco: o mundo dos sonhos. Mas até nesse território, a moral vigente é uma flora infestante, e convocará as devidas instituições para uma insurreição contra o Teatro e os seus degenerados entes.

“Fruto de uma profunda investigação em torno de “O Público”, o Ninho de Víboras apresenta uma nova tradução para este texto maior da dramaturgia universal, a primeira realizada em português a partir do manuscrito sobrevivente. Tentaremos iluminar, sob outros ângulos, o “melhor poema” de Lorca. Comédia surrealista, tragédia autobiográfica, music-hall iconoclasta: “O Público” é, em suma, um gesto político, que reivindica o primado da poesia como ferramenta transformadora da realidade.”

O Ninho de Víboras é uma associação cultural criada em 1996 por um coletivo de artistas com formações e percursos distintos, que partilham entre si um conjunto de valores éticos e estéticos. A sua área de intervenção privilegiada é o concelho de Almada. As suas realizações, de natureza multidisciplinar, têm-se manifestado nas áreas do Teatro, Dança, Música, Artes Plásticas e Audiovisuais, organizando também ações de formação, conferências e debates. Os trabalhos do Ninho de Víboras dão primazia à comunicação franca e clara com os espectadores, à provocação e à subjetividade, procurando aprofundar o diálogo com a sociedade e cultura portuguesas.

Texto FEDERICO GARCÍA LORCA
Interpretação JEFFERSON OLIVEIRA, DIOGO FOUTO, RITA BARROS, MARIA VILALOBOS, VICTOR CAETANO, CÉSAR MELO, RAFAELA BINBAL, SARA CASTANHEIRA, TOMÁS GOMES
Música ROBERT FRIPP COM ANDREW KEELING, DAVID SINGLETON
Direção Plástica, Guarda-Roupa, Captação Vídeo e Iluminação GABRIEL ORLANDO
Edição Vídeo CÉSAR MELO
Operação de Som CRISTINA GONÇALVES
Adereços, Operação de Vídeo LUÍS PINHO
Tradução, Dramaturgia, Encenação KARAS
Produção NINHO DE VÍBORAS
Apoios SOCIEDADE FILARMÓNICA INCRÍVEL ALMADENSE, TEATRO EXTREMO, ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA BAIRRO DE SÃO JOÃO (SOBREDA DE CAPARICA), ATELIER GABRIEL ORLANDO
Subsídios CÂMARA MUNICIPAL DE ALMADA, FUNDAÇÃO GDA

qua 9 de junho, 21h00 | 105 min. aprox. | m/ 12 anos
Sala de Espetáculos
preço A: 10€ (plateia e camarotes) / 5€ (frisas) // descontos aplicáveis

Estamos no último dia da democracia. Com a sua extinção desaparece também o acesso a qualquer forma de expressão e de pensamento livre. Por consequência, este é o último espetáculo que terão oportunidade de ver.
João Pedro Leal, Eduardo Molina e Marco Mendonça

“Cordyceps” convida-nos a entrar num mundo onde a democracia irá conhecer o seu fim, num mundo onde as liberdades individuais são colocadas em causa. O mote é só um: assistir ao último espetáculo livre e aproveitar bem o tempo, sem dramatizar sobre o desfecho trágico de que todos faremos parte. Será uma ocasião feliz, como a despedida de um lugar ao qual nunca regressaremos, onde a política e a ficção, o futuro e o agora, dão origem ao protótipo de uma sociedade distópica.

Este espetáculo foi desenvolvido ao abrigo do Programa de Convite à Criação Artística Nacional, lançado pela rede de programação 5 Sentidos.

O que vamos fazer com a revolta, espetáculo integrado no projeto K Cena, estará em cena de 3 a 6 de junho, com um elenco composto por jovens atores, entre os 14 e os 18 anos.

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