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On Air

Integral - Um disco por dia Integral / 17:00 - 18:00

Avishai Cohen regressa a Portugal com um novo espetáculo.
O músico estudou e formou-se em Nova Iorque, uma das mais musicais cidades do mundo, tornou-se braço direito de Chick Corea, com quem percorreu o planeta e, dos anos 90 em diante, embarcou numa celebrada carreira a solo que já lhe valeu os mais prestigiados prémios e rasgados elogios na imprensa de referência mundial, incluindo o New York Times ou o Guardian. Agora, Cohen pretende usar a visibilidade que conquistou a pulso para ajudar novos músicos, como ele sente que foi ajudado por gigantes como Corea tendo para tal criado o Avishai Cohen Music Award que já este ano distinguiu um duo, Shadow And Light, de Nova Deli, na Índia, prova de uma generosidade que também atravessa a sua música.
Capaz de partir do jazz e de se acercar da pop, de explorar nuances árabes ou israelitas e de ir até à música clássica, Avishai é um portentoso criador que quer convidar-nos a celebrarmos o mais positivo espírito unificador da música nesta digressão especial que vai também passar pelo nosso país. A não perder.

17 Novembro ::: Casa da Música, Porto
18 Novembro ::: Centro Cultural de Belém, Lisboa

A cantora catalã apresentará em Lisboa e Porto, concertos que assentarão sobre a narrativa do seu mais recente álbum 'FARSA, género imposible' (Universal Music Spain, 2020). Os bilhetes já estão disponíveis e podem ser consultados nos links abaixo.
Um ano após o lançamento do muito aclamado álbum FARSA (género imposible), e após vários adiamentos, Silvia Pérez Cruz apresenta finalmente o seu mais recente projecto nos palcos da Casa da Música e do Centro Cultural de Belém. FARSA CIRCUS BAND é o colectivo de excelentes músicos e amigos que acompanharão a cantora nestes dois concertos.
Este regresso a Portugal traz, a Silvia Pérez Cruz, uma estreia: é a primeira vez que a cantora catalã sobe ao palco da Casa da Música e é também a primeira vez que se apresenta em concerto na cidade do Porto.
Silvia Pérez Cruz realizou 7 concertos em Portugal com várias formações nos últimos 12 meses, aos quais se juntam agora os de Lisboa e Porto.

Ficha Técnica
Silvia Pérez Cruz - voz e guitarras
Lucas Delgado - piano
Bori Albero - contrabaixo
Carlos Monfort - violino
Publio Delgado - guitarra
Aleix Tobías - bateria e percussão

Som - Juan Casanovas
Luz - Isabel del Moral
Produção - Fado in a Box

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FARSA (género imposible) é sexto disco de Silvia Pérez Cruz em nome próprio. Um álbum de canções originais que reflecte a relação da cantora catalã com as mais variadas disciplinas artísticas.

                                                                                           O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
    Fernando Pessoa


FARSA (género imposible), gravado durante o ano de 2019, traduz a dedicação de Sílvia Pérez Cruz à composição nos últimos três anos: treze canções originais com letras de sua autoria e alguns poemas de outros autores. Farsa (género imposible) , com o selo da Universal Music, responde à inquietação de Sílvia Pérez Cruz relativamente à dualidade do que mostramos ser e do que realmente somos, sobre como sobrevive a nossa fragilidade interior, do nosso íntimo, nestes tempos em que o superficial é tão arrasador, que o que se vê pode chegar a confundir-se com o que se ouve. Onde o que parece visualmente sumarento pode esta vazio. O buraco. A mentira.

A palavra farsa vem do francês "farsiment": durante os entreactos das comédias da corte do Rei Luís XVI, contratavam cómicos para ocuparem o tempo com vários entretenimentos, geralmente, situações satíricas e histriónicas. Com o tempo, um farsante converteu-se num impostor, numa pessoa que inventa, num mentiroso.

Sílvia Pérez Cruz canta neste disco canções que compôs dialogando com outras disciplinas artísticas como o cinema, a dança, a poesia ou o teatro, entre outras, que se dedicam a expandir a vida, recriando-a.

Muitas vezes fala-se do teatro como o lugar da mentira. E não é uma ideia totalmente incorrecta.
Quem mente sabe que mente. Não se pode mentir sem querer. Para que comece a actuação é preciso fazer-se o mesmo gesto: saber que se está a actuar. Ao contrário da mentira que nasce para tentar ocultar alguma coisa, o teatro procura revelar algum sentido, através da força da repetição.

No teatro (quando acontece) estamos habituados a que a máscara seja a pele, que isso que fazemos com dedicação e esmero é o que somos, pelo menos durante o tempo que dura o
desejo de suster o gesto.

Cada canção deste drama, será o convite a entrar num mundo particular, a viajar desde o quarto solitário até ao grito de amor animal, ao confinamento de uma célula inesperadamente desejada, ao baile
como resposta à dor, ou às palavras da infância recriando sonhos com todos os
brancos dos esquimós.

Mas cada canção será também uma pregunta sobre a verdade. Se o som no seu mistério já nos traz ao corpo sensações inefáveis, o que acontecerá quando se torna canção, quando a palavra encarna e nos transforma? Não será isto tremendo? Não será cada canção que cantamos, também um pequeno quarto a partir de onde tentamos compreender o mundo?

ESPETÁCULO CÉNICO MULTIFACETADO QUE COMUNGA EM SI MÚSICA, HISTÓRIA E IMAGEM.
10 NOVEMBRO, TEATRO MARIA MATOS, LISBOA

Nove meses após o lançamento do aclamado álbum "Samba de Guerrilha", o cantautor carioca Luca Argel volta a Lisboa para subir ao palco do Teatro Maria Matos a 10 de novembro.
Esta será a primeira vez que "Samba de Guerrilha" será apresentado com todas as suas componentes. Música, história e imagem irão conjugar-se em cena para contar a trajetória deste centenário género brasileiro que atravessou muitas batalhas antes de conseguir a aceitação social, e representa a luta das populações negras e periféricas em busca de reconhecimento, direitos e dignidade.
"Samba de Guerrilha em cena" conta com a narração de Nádia Yracema (Aurora Negra) e com cenografia multimédia desenhada em tempo real por António Jorge Gonçalves. A música, é claro, fica a cargo de Luca Argel e sua banda.
Os bilhetes para o espetáculo de 10 de novembro no Teatro Maria matos já estão disponíveis no site da Ticketline. Este é um evento que acontece no âmbito do programa Garantir Cultura.
"Quando lancei o álbum me perguntavam como iríamos apresentá-lo em palco. E eu respondia a verdade: «não tenho ideia!». Não só porque a pandemia inviabilizou os concertos, mas porque eu realmente não sabia como fazê-lo. O álbum não é apenas música, logo o concerto também deveria ser muito mais que um concerto. Agora, depois de alguns meses debruçado sobre o problema, e enquanto ganhava quilometragem na estrada com a banda nova, acho que finalmente já consigo responder àquela pergunta. Descobrimos como traduzir o «Samba de Guerrilha» num espetáculo!"
Luca Argel

"Samba de Guerrilha" não se assume apenas como um disco, mas sim uma obra que reúne múltiplas expressões artísticas em si: da música de Luca Argel à narração de Telma Tvon, ilustração de José Feitor e poesia de tantos artistas. É uma samba opera, conceito emprestado da rock opera popularizado por Pete Townshend (The Who).
"Samba de Guerrilha" é uma viagem no tempo, onde conhecemos histórias e personagens do combate ao racismo, à escravidão e às desigualdades. Ouvimos a narrativa em forma de samba, mas um samba que, desta vez, está permanentemente a testar os limite das suas possibilidades musicais, um samba reinventado, eletrificado, nascido a um oceano de distância da tradição.
Entre clássicos e jóias pouco conhecidas do repertório do género, os temas são todos eles versões de sambas já existentes mas que, juntos neste trabalho, contam a história deste género musical.

15 OUTUBRO | COIMBRA Convento São Francisco
3 e 4 DEZEMBRO | LISBOA Museu do Oriente
26 DEZEMBRO | PORTO Casa da Música

Este espetáculo, em que Rodrigo Leão se apresenta como Rodrigo Leão Cinema Project, reune repertório dos três discos editados em 2020 e 2021 (O Método, Avis 2020 e A Estranha Beleza da Vida), assim como uma seleção de temas clássicos do compositor. É, por isso, bastante eclético, com uma grande abrangência de estilos musicais que vão do neoclássico à valsa.
Em palco, Rodrigo Leão (sintetizador e piano e coros) é acompanhado pela sua banda habitual: Ângela Silva (voz, sintetizador e metalofone), Viviena Tupikova (Voz, violino e piano), Carlos Tony Gomes (violoncelo) e João Eleutério (guitarra, baixo, sintetizador, percussão, harmónio indiano e coros). Junta-se à banda um coro interpretando, entre outras, as partes corais gravadas no álbum O Método.
São ainda de realçar as imagens projetadas em vídeo no palco da autoria de Gonçalo Santos que integram desenhos da autoria do próprio Rodrigo Leão.

Ao longo do seu percurso, Rodrigo tem composto e pensado alguns dos seus álbuns como se de filmes se tratassem, uma história que se quer contar. A partir daí, tal como num filme, trata-se de fazer o casting certo de vozes para cada personagem que assume um papel nesta narrativa. Complementado com ambientes sonoros e música, Rodrigo realiza a montagem final que dá a cada disco uma abrangência musical diversa, ditada pela história de cada “filme”. Foi este o caminho seguido em álbuns como Alma Mater, Cinema ou A Mãe, e é nessa linhagem que A Estranha Beleza da Vida se inscreve. Trabalhos em que os convidados são as personagens que integram a história, como aconteceu com Adriana Calcanhoto, Beth Gibbons, Ryuichi Sakamoto ou Neil Hannon. Em comum, mais do que um estilo musical, estes discos partilham a ideia de pensar um álbum como se fosse um filme, assumindo o cinema como estilo transversal a todos os projetos.
A Estranha Beleza da Vida começou a tomar forma no final do ano.

“Comecei a pensar neste trabalho em Outubro de 2020, o mês em que regressei a Lisboa depois de meses de confinamento no meio do campo. Senti diferença logo nos primeiros temas, algo mais positivo, mais feliz, diferente dos ambientes do disco anterior. Alguns remetiam-me para uma época algo distante da que vivemos agora. Talvez não fosse por acaso e até resultasse de uma tentativa inconsciente de esquecer o presente…”

Rodrigo sempre se mostrou interessado em explorar géneros diferentes – valsa, tango, chanson, samba, neoclássico, ambiental e indie – como se os seus discos fossem viagens registadas e atravessadas pelo seu olhar. É um disco cinemático, uma viagem por canções e ambientes diversos revistos pela modernidade do tratamento a que as submete, nascidas de momentos de inspiração feliz agarrados a quente.

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