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Mano Jorge Rádio(atividade) [repetição] / 00:00 - 02:00

Nos dias 3, 4 e 5 de Dezembro, o Teatro Aberto volta a apresentar o seu programa MÚSICA EM PALCO, com a versão integral de Mahagonny Songspiel, de Bertolt Brecht e Kurt Weill, e canções de The Hollywood Songbook, de Bertolt Brecht e Hanns Eisler, com direcção musical de João Paulo Santos e encenação de João Lourenço. No dia 5 de Dezembro, será realizado também um colóquio em torno deste espectáculo, com João Lourenço, João Paulo Santos e Vera San Payo de Lemos.

Mahagonny Songspiel marca o início da colaboração do compositor Kurt Weill (1900-1950) com o autor Bertolt Brecht (1898-1956). Convidado para participar com uma ópera curta no Festival de Música de Câmara Alemã de Baden-Baden em 1927, o compositor opta por criar um novo género musical, um songspiel, uma peça com canções, a partir dos cinco Mahagonny-Gesänge [Cânticos de Mahagonny] do livro de poemas Hauspostille [Sermões domésticos], de Bertolt Brecht, publicado nesse mesmo ano. Mahagonny é uma cidade fictícia que se apresenta como um paraíso terrestre que depressa se transforma num inferno.

Para prolongar e aprofundar a reflexão sobre os lugares, inclui-se neste espectáculo um conjunto de canções de uma outra obra musical baseada predominantemente em poemas de Brecht: The Hollywood Songbook, da autoria de Hanns Eisler, o compositor com quem Brecht mais colaborou ao longo da sua vida.

Um espectáculo musical a não perder!

HORÁRIOS
Sexta, Sábado 21h30
Domingo 16h

EM TORNO DE MAHAGONNY
DOMINGO 17H30


SALA AZUL

Era uma vez, num espaço e num tempo incerto, algures na evolução do rato para o homem, um ser fechado no seu próprio labirinto. O encenador Ricardo Neves-Neves e o performer e clown Rui Paixão juntam-se pela primeira vez e criam um espetáculo sem texto, carregado de efeitos sonoros e visuais. No palco, levam-nos para um universo retro-futurista, em tons de verde-jardim, onde não faltam estátuas renascentistas, mas também polvos gigantes, enxames de abelhas, corujas assustadoras e aspiradores endiabrados. Entre o riso e o terror, entre o nonsense e o sentido da vida, entre o teatro, a dança e a performance, Hamster Clown fala de sonhos e de pesadelos, de confinamentos e de libertações. E pouco interessa se somos homens ou ratos – ali acabamos todos esfolados.

ENCENAÇÃO Ricardo Neves-Neves
INTERPRETAÇÃO Rui Paixão

Uma Casa de Bonecas, escrita em 1879 pelo autor norueguês Henrik Ibsen, é uma das mais importantes peças da história da literatura, unanimemente considerada como o texto que dá origem ao drama moderno. A acção acompanha a relação do casal Helmer, principalmente a “viagem” interior que a mulher, Nora, percorre ao longo dos três actos e que a faz tomar consciência que a aparência da perfeição e da felicidade não são a perfeição e a felicidade. Peça feminista, psicológica, revolucionária, são muitos os adjectivos que podem classificar Uma Casa de Bonecas, mas talvez a forma mais simples de a descrever seja aquela que o próprio autor usou, dizendo que a escreveu: «não como uma peça de propaganda mas sim de verdades universais sobre a identidade humana».

De Henrik Ibsen
Tradução Miguel Graça
Dramaturgia João de Brito e Miguel Graça
Encenação João de Brito
Com Bruno Bernardo, Diana Nicolau, Inês Ferreira da Silva, José Mata, Luís Lobão e Madalena Almeida
Cenografia Carla Martinez
Figurinos José António Tenente
Desenho de luz José Álvaro Correia
Música Tomás Alves
Fotografia e vídeo Diogo Simão
Assistência de encenação Inês Ferreira da Silva
Coprodução Teatro da Trindade INATEL e LAMA Teatro

A CIRCULARIDADE DO QUADRADO de Dimítris Dimitriádis Tradução José António Costa Ideias Com Hugo Tourita, Antónia Terrinha, Inês Pereira, Pedro Caeiro, Nuno Pardal, Simon Frankel, Bruno Vicente, Nuno Gonçalo Rodrigues e Vânia Rodrigues Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Encenação Jorge Silva Melo M16
No CCB – Centro Cultural de Belém de 17 a 20 Junho
5ª a Sáb. às 19h00 | Dom. às 16h00
No Teatro da Politécnica de 23 de Junho a 17 de Julho
3ª a Sáb. às 19h00
Queremos sempre algo que não existe. Nunca nos satisfazemos com o que é. É esse o nosso erro, mas não há como evitá-lo. Está na nossa natureza. Deitamos as nossas vidas fora assim, mas não há outra maneira de as tornar nossas.

Dimítris Dimitriádis, A Circularidade do Quadrado
A Circularidade que o dramaturgo dedica “àqueles que vivem” é uma equação erótica de paixão e desespero que apresenta onze pessoas de diferentes géneros, gerações e preferências sexuais que partilham uma necessidade irresistível: ser amadas. A Circularidade do Quadrado expressa a inevitabilidade da nossa existência quando empurra os seus heróis para o limite, colocando-os a incendiar-se e matar-se mutuamente apenas para ressuscitá-los um pouco depois com uma única e partilhada esperança: que talvez desta vez encontrem o amor.

Jorge Silva Melo

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