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Salão de Festas Salão de Festas / 02:00 - 04:00

Depois de ter dado início à nova temporada no AMAS - Auditório Municipal António Silva, o teatromosca aposta agora na sua mais recente criação, “MARIDOS”, espetáculo inspirado pelo filme homónimo do realizador norte-americano John Cassavetes, com estreia marcada para 11 de novembro.

No dia 21 de setembro de 1970, no programa de televisão “The Dick Cavett Show”, o anfitrião recebeu os três atores de “Husbands”, com o objetivo de promover o filme realizado por John Cassavetes. Os três convidados - o próprio realizador, acompanhado por Peter Falk e Ben Gazzara - pareciam estar altamente embriagados e, durante 35 minutos, fumaram, rebolaram no chão, dançaram de modo absurdo, beijaram o apresentador, gritaram, ininterruptamente, uns com os outros e com o público. Rapidamente, o programa transformar-se-ia num espetáculo caótico. Agora, será em diálogo com esse emblemático filme e com este estranho evento televisivo, mais inspirados pelo mapeamento do processo criativo do realizador norte-americano, pelos ecos que a sua obra produziu e pelos diálogos que poderá estabelecer com a atualidade, do que propriamente pelo argumento de “Husbands”, que o teatromosca se propõe a construir um espetáculo – protagonizado por três atrizes, Leonor Cabral, Joana Cotrim e Carolina Figueiredo.  

O espetáculo "MARIDOS", dirigido por Pedro Alves, centrar-se-á tanto na discussão em torno dos mesmos temas propostos pela obra de Cassavetes - o subtítulo do filme anunciava mesmo que se tratava de "uma comédia sobre a vida, a morte e a liberdade” - como na dissecação desses instantes em que os corpos se encontram, no cinema e nas artes performativas, assente num terreno fluido onde as fronteiras que tenderiam a separar a vida da arte, a realidade da ficção, o teatro do cinema, são, claramente, desafiadas. "MARIDOS" estará no palco do AMAS – Auditório Municipal António Silva, com três dias de apresentação, de 11 a 13 de novembro, às 21h.

Ao mesmo tempo que decorrem os ensaios deste novo espetáculo, o teatromosca prepara ainda a reposição de “O TRIUNFO DAS PORCAS", uma coprodução com o Teatro Estúdio Fontenova, a partir da obra “Animal Farm” de George Orwell, que estará em cena, no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal, dia 28 e 29 de outubro, às 21h, e que conta ainda com uma sessão extra, no dia 30 de outubro, às 16h.

A esposa Raimunda Chandebise, depois de anos de felicidade conjugal, desconfia do marido Vitor Manuel e decide testar a sua fidelidade, marcando um encontro num hotel/ bordel com uma admiradora secreta fictícia. A partir daqui, o terreno está preparado para um carrocel de equívocos, encontros, desencontros e coincidências improváveis, que fazem deste clássico vaudeville, uma agradável sátira social ao casamento e à vida da burguesia do início do século XX.

Mestre da farsa cómica-dramática, Georges Feydeau, escreve em 1907 A PULGA ATRÁS DA ORELHA e no mesmo ano a peça estreia no Théatre des Nouveautés, em Paris. Considerada como um dos maiores sucessos deste autor maior, perpetua o seu lugar no repertório da Comédie Française e de teatros de todo mundo, confirmando Feydeau como um dos maiores dramaturgos de sempre.

encenação MARIA JOÃO LUÍS
com HÉLDER AGAPITO, MARIA JOÃO LUÍS, MIGUEL SOPAS, PAULO DUARTE RIBEIRO, SÉRGIO GOMES, SÍLVIA FIGUEIREDO, TOBIAS MONTEIRO, VITOR OLIVEIRA e
FILIPE GOMES, MANUEL JANEIRO, RITA ARAÚJO

tradução CUCHA CARVALHEIRO e MANUELA COUTO cenografia ÂNGELA ROCHA figurinos MARIA JOÃO LUÍS e ROSÁRIO BALBI desenho de luz PEDRO DOMINGOS cabelos e maquilhagem DAVID XAVIER fotografia ALÍPIO PADILHA produção executiva DIANA ESPECIAL construção cenográfica BENTO CORREIA assistência de produção FILIPE GOMES direcção de produção PEDRO DOMINGOS
produção TEATRO DA TERRA M/12

JUVENTUDE INQUIETA DE JOANA CRAVEIRO / TEATRO DO VESTIDO A PARTIR DE A CIDADE DAS FLORES DE AUGUSTO ABELAIRA

As utopias, sonhos e aspirações políticas de jovens de diferentes épocas.
A relação entre os acontecimentos históricos e as suas representações no presente é um dos eixos fundadores do trabalho de Joana Craveiro. Neste regresso ao D. Maria II com o seu Teatro do Vestido, lança um olhar sobre os sonhos e as aspirações da juventude em diferentes épocas. A inspiração provém do romance de Augusto Abelaira, A Cidade das Flores, de 1959. Passado em Florença, na época da ascensão e afirmação do fascismo de Benito Mussolini (porque Abelaira não o podia situar em Portugal ou seria censurado), este livro tem inspirado e levado a refletir sobre a resistência ou a luta ativa contra os sistemas autoritários – velhos e novos - e a inércia que se instala. Inércia esta à qual, em tempos, se dava o nome de conformismo, resignação, ou mesmo, colaboração. Escrevia Abelaira em 1961, "tenho esperança de que, dentro de 50 anos, A Cidade das Flores já não seja lida”. O seu desejo, contudo, não se cumpriu. Juventude Inquieta cruza várias gerações de intérpretes-criadoras/es em cena, debruçando-se sobre o mesmo conjunto de questões: como se avança daqui para a frente? Como se combate a ascensão dos velhos e novos fascismos? Haverá uma cidade das flores que nos espera?

Conversa com artistas após o espetáculo
17 out > dom, 16h

Sessão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa
24 out > dom, 16h

Sessão com Audiodescrição
31 out > dom, 16h

O Grupo Teatro do Eléctrico regressa com HAMSTER CLOWN, uma criação de Rui Paixão e Ricardo Neves-Neves, no Centro Cultural Malaposta a 15, 16 e 17 de Outubro.

Sinopse:
Era uma vez, num espaço e num tempo incerto, algures na evolução do rato para o homem, um ser fechado no seu próprio labirinto. O encenador Ricardo Neves-Neves e o performer e clown Rui Paixão juntam-se pela primeira vez e criam um espetáculo sem texto, carregado de efeitos sonoros e visuais. Em palco, levam-nos para um universo retro-futurista, em tons de verde-jardim, onde não faltam estátuas renascentistas, mas também polvos gigantes, enxames de abelhas, corujas assustadoras e aspiradores endiabrados. Entre o riso e o terror, entre o nonsense e o sentido da vida, entre o teatro, a dança e a performance, Hamster Clown fala de sonhos e de pesadelos, de confinamentos e de libertações. E pouco interessa se somos homens ou ratos – ali acabamos todos esfolados.
Gabriela Lourenço.

CENTRO CULTURAL MALAPOSTA
Rua Angola, 2620-492 OLIVAL BASTO

SEX 15 OUT E SÁB 16 OUT – 21H00
DOM 17 OUT – 16H30

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