Contestatário e auto-apelidado de "o cantor irritante", Renaud é um dos cantores e compositores mais populares em França.
Renaud nasceu em 11 de maio de 1952 em Paris. Estudante do Lycée Montaigne em Paris, pouco se interessou pela sua formação. Em 1967, criou um "comité de ação do colégio" e compôs a canção "Crève Salope", que se tornou o hino para estudantes do colégio e da faculdade em maio de 68. O seu primeiro sucesso. Em 1971, conheceu Coluche e Patrick Dewaere e deu seus primeiros passos no palco como ator.
Cantou na rua e no metro, antes de gravar seu primeiro disco, o álbum "Amoureux de Paname”, lançado em 1975 e reunia as canções que ele na altura cantava na rua.Duas as suas canções mais conhecidas são “Comarade bourgeois” e “Hexagone”. Aos poucos, ele vai encontrando o seu estilo, um poeta um tanto amargo com um vocabulário de gírias. Seu segundo álbum foi lançado em 1977 e incluía o título "Laisse concrete". Seguindo-se outros discos, incluindo "Ma gonzesse", "Morgane de toi" e "Mistral Gagnant". Depois de uma longa ausência, voltou em 2016 com uma nova obra “Laisse béton”.
Renaud para além de cantor e ator ele tem uma intervenção social, está envolvido em causas como direitos humanos, ambientalismo, direitos dos animais e antimilitarismo.
Em 2021 foi lançado “Putain de Best Of!”, com 21 canções, publicadas entre 1985 e 1994.

O recital que Bernardo Sassetti e Beatriz Batarda criaram para "Menina do Mar", de Sophia de Mello Breyner Andresen, já se encontra disponivel. Trata-se do registo ao vivo de um recital que o pianista e a atriz fizeram em 2011, no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa.
O recital foi estreado em 2010, a convite do Festival das Artes, em Coimbra, andou por outros palcos, mas "nasceu de uma intimidade", no espaço familiar da atriz, do compositor e das filhas de ambos.
"Menina do Mar", publicado em 1958, é a primeira obra de Sophia de Mello Breyner Andresen para a infância e tem sido sucessivamente reeditada, com novas ilustrações, e revisitado em palco, para os mais novos, nomeadamente pelo pianista Filipe Raposo com a atriz Carla Galvão.
A edição de "Menina do Mar" inicia no corrente mês uma intensa programação da Casa Bernardo Sassetti para celebrar a vida artística do músico, que nasceu a 24 de junho de 1970 e morreu em 2012.
12 de junho, o Teatro Municipal São Luiz exibirá "Maria do Mar", filme mudo de 1930 de Leitão de Barros, para o qual Bernardo Sassetti compôs música original. A sessão contará com interpretação ao vivo da Orquestra Sinfonietta de Lisboa, com o pianista Francisco Sassetti e a cantora Filipa Pais.

bernardo sassetti menine do mar

A 13 de junho, o músico Salvador Sobral irá interpretar temas de Sassetti, com novos arranjos de Luís Figueiredo e letras de Luísa Sobral. Em palco estará "um ensemble invulgar", como afirmou Inês Laginha, com um sexteto de cordas, o guitarrista Pedro Branco, o trompetista Diogo Duque e o baterista Bruno Pedroso.
A 24 de junho, dia de aniversário de Sassetti, acontecerá um concerto no Hot Clube de Portugal, em Lisboa, com João Paulo Esteves da Silva (piano), Alexandre Frazão (bateria) e Carlos Barretto (contrabaixo).
A 26 de junho, está previsto um recital ao ar livre no centro de artes de Belgais (Castelo Branco), com Maria João Pires, Mário Laginha, Pedro Burmester, João Paulo Esteves da Silva, Filipe Melo, Daniel Bernardes, João Pedro Coelho e Luís Figueiredo.

Weezer - OK Human

in Discos
junho 06, 2021

Não se trata de uma novidade, mas a inclusão deste primeiro de dois novos álbuns dos Weezer publicados este ano, na lista de álbuns da Voz Online, justifica esta breve nota.
“OK Human”, é o 14º álbum de estúdio da carreira da banda americana Weezer. Com 12 canções, incluindo o primeiro single “All My Favorite Songs” e é com um título que nos transporta imediatamente para o álbum dos Radiohead “OK Computer”, dada a analogia, o novo disco dos Weezer teve como fonte de inspiração artistas como Harry Nilsson , Serge Gainsbourg e Pet Sounds.
Segundo a banda, “OK Human” é um contraste completo em relação a “Van Weezer”, o segundo álbum de estúdio da banda publicado este ano, a 7 de maio.

São de Braga e “Oceano-Mar” é já o seu terceiro álbum. O nome do grupo (pronunciado de diferentes maneiras por radialistas locais na abertura de “Isto é Água”) é o acrónimo de Oh Chefe Eu Não Pedi Sumol Isto é Água, o que introduz desde logo o nível de boa disposição que ouvimos em todas as peças. Trata-se de um quarteto despretenciosamente apresentado com apenas os primeiros nomes dos músicos, com dois teclistas, Tomás e Francisco, um baixista / contrabaixista, Gonçalo (que sabemos ser filho do investigador de jazz Pedro Cravinho, que já colaborou com a jazz.pt) e um baterista, João. Mas não são os únicos a aparecer ao longo das faixas: os bem conhecidos, da cena portuense, José Pedro Coelho (saxofone tenor) e Gileno Santana (trompete) participam, bem como Henrique Ramos (vibrafone), Simão Duque (trompete), Luís Araújo e Diogo Abreu (guitarras), Mafalda BS, PZ e David Bruno (vozes).

Oceano-Mar (Edição de autor)

OCENPSIEA

Tomás, Francisco (teclados, sintetizadores); Gonçalo (baixo eléctrico, contrabaixo); João (bateria, bateria electrónica) + José Pedro Coelho (saxofone tenor); Gileno Santana, Simão Duque (trompete); Henrique Ramos (vibRafone); Luís Araújo, Diogo Abreu (guitarra eléctrica); Mafalda BS, PZ, David Bruno (voz)

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