Ney Matogrosso tem um novo disco, "Nu Com a Minha Música", com 12 faixas e versões para clássicos de Raul Seixas e Paralamas do Sucesso.
Neste disco Ney Matogrosso interpreta algumas das músicas que ele sempre teve o desejo de gravar um dia. Todo o álbum foi gravado à distância, consequência da atual pandemia do coronavírus e o repertório deste trabalho une obras que ele conheceu na voz de outros intérpretes e que o marcaram de imediato, tenham elas vindo da Era do Rádio ou de um compositor da novíssima geração.
Ney Matogrosso explora momentos musicais, onde basta apenas a sua voz e um piano, mas não deixa de ser festivo, como todo o apelo carnavalesco que algumas faixas permitem.

Seis anos após a fundação, os Fogo Fogo lançam um álbum de originais marcado pelos ritmos do funaná. O grupo surge da vontade de um grupo de músicos: Francisco Rebelo (baixo), João Gomes (teclas), Márcio Silva (bateria), Danilo Lopes e David Pessoa (vozes/guitarra), juntamente com a Casa Independente, para mais um contributo à manifesta cultura crioula que fervilha pela cidade de Lisboa. Unidos pela vontade de celebrar os ritmos do funana com outros estilos dançantes e transformar a pista numa explosão de alegria. Revisitando velhas pérolas da música cabo-verdiana, só para adoçar; êxitos dos Bulimundo, Os Tubarões, Simentera, entre outras bandas, tudo isto combinado com outros heróis africanos da herança psicadélica (difícil não evocar neste melting pot, a lenda viva de Sir Victor Uwaifo) e todos os meses o reportório muda.
"Fladu Fla” é o primeiro disco de originais dos Fogo Fogo depois de editados três Eps. “Fladu Fla” sugere-nos um olhar telúrico através de alguns costumes e expressões Cabo-verdianas. A capa do disco é da autoria de Vhils.

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«Uma viagem necessária para a redenção, depois da queda.» É desta forma crua e sincera que Ana Bacalhau define o seu segundo álbum em nome próprio, intitulado “Além da Curta Imaginação“, e que já está disponível nas lojas e plataformas digitais.
Este é um trabalho inevitavelmente pessoal e intimista, gravado entre Janeiro e Outubro de 2020, refletindo, por isso, a longa e penosa jornada que a pandemia impôs. Há um disco antes da pandemia e outro depois da pandemia: o alinhamento espelha isso mesmo, elencando as canções por ordem cronológica de gravação.
O título parte de um verso da canção “Tudo de bom”, de Nuno Prata, a última do alinhamento, sendo a frase que encerra o disco.

A cantora francesa Zaz está de volta, com o seu quinto álbum de estúdio, intitulado “ISA”.
Três anos depois do último disco, “Effet Miroir”, Zaz conta que o isolamento social a incentivou a produzir o novo trabalho, durante o “período que realmente sacudiu a cantora”. “Eu precisava ficar mais calma, quase me ausentar. Isso não foi o que fiz nos últimos dez anos, é um paradoxo”, diz ela.
Com 13 canções no repertório, “ISA” traz como produtor o holandês REYN e teve alguma das faixas gravadas na própria casa de Zaz, em Bruxelas, e no sul da França, em Provence. Ela mostrou, em publicações na internet, passo a passo a produção, as gravações de making of, numa série intitulada “Le Journal d’Isa” no Youtube.
“É um novo ciclo. Eu finalmente compreendi o meu lado adulto. O que eu experimentei ao longo destes últimos anos foi smuitissimo enriquecedor.
A certa altura a cantora conta que “desejei que a Zaz morresse. Zaz, a figura pública, a performer, o nome artístico que ocupou todo o espaço, deixando pouco para a ‘Isa’. Passei dez anos projetando energia à minha volta e por todo o mundo, foi uma jornada diferente a que comecei desta vez, em que me dediquei totalmente a olhar o meu interior. Então fez sentido que este álbum devesse se chamar ‘ISA’!”(uma contração de Isabelle, o nome verdadeiro da artista).

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