“Manoel”, o quarto LP dos Sensible Soccers, gravado na Arda Recorders e coproduzido pela banda e João Brandão, resulta do trabalho da criação de duas novas bandas sonoras para dois filmes de Manoel de Oliveira: "Douro, Faina Fluvial" (1931) e "O Pintor e a Cidade" (1956). O Universo Oliveriano e a forma como o realizador olhava o Porto - a sua cidade, tão bem retratada nestas obras - funcionaram como pauta para o ritmo e ambiente de uma série de composições que serão apresentadas em formato cine-concerto, em diálogo com os filmes. Este diálogo assume diferentes contornos ao longo do caminho: por vezes a música passeia no cinema, ao seu passo e no seu tempo, como vento pelas costas. Outras vezes invade-o, impondo uma nova leitura, qual vendaval hostil. A memória – desta feita, a da(s) cidade(s) - volta a ser mote fundamental. É desta série de composições – algumas revistas, outras aumentadas, outras ainda transfiguradas ou mesmo irreconhecíveis - que nasce “Manoel”, fazendo o seu próprio caminho, para lá das imagens. O resultado são 10 temas com identidades muito diversas, que vão do ambiental ao techno, passando pelo jazz ou pelo dub, num jogo de alternâncias – tão apanágio dos Sensible Soccers – entre a luz pop e a melancolia ou o experimentalismo.
 
Produzido por Sensible Soccers e João Brandão;
Gravado e misturado por João Brandão na Arda Recorders, Porto.
Masterizado por Miguel Pinheiro Marques na Arda Recorders, Porto.
Assistido por Bárbara Santos.

André Simão: baixo, guitarra, bateria, sintetizadores, teclados e percussão;
Hugo Gomes: sintetizadores, teclados, drum machine e programações;
Manuel Justo: sintetizadores e teclados;

Jorge “Cientista” Carvalho: percussão;
Sérgio Freitas: piano, sintetizadores e teclados;

Fernando Ramos: saxofones soprano, alto e tenor;
Miguel Teixeira: flauta transversal.

Moisés - Primeiro Solo

in Discos
outubro 01, 2021

O primeiro disco a solo de Carlos Moisés, vocalista dos Quinta do Bill desde 1987. Em "Moisés — Primeiro Solo", o músico quis revelar “outras formas musicais. Talvez o meu lado mais pop, fugir um bocadinho da folk [dos Quinta do Bill]”, contou à agência Lusa. O disco conta com poemas do escritor José Luís Peixoto, do jornalista Joaquim Franco e dos músicos Tim, Moz Carrapa, Sebastião Antunes e José Mário Branco, que morreu em 2019. O tema com letra de José Mário Branco, que abre o disco, chama-se 'Regresso' e “tem dois estados de espírito: um primeiro de revolta e de alerta e um segundo um pouco mais de contemplação, onde ele diz que vem de além e que está novamente presente. É como se regressasse”, afirma Carlos Moisés, reforçando que foi “um privilégio poder contar com um texto do grande José Mário Branco, ainda por cima escrito expressamente para esta obra, que ele acompanhou desde a sua génese”.

Joana Espadinha lança hoje o seu novo álbum. "Ninguém nos Vai Tirar o Sol", título, também, de um dos singles, sucede ao aplaudido "O Material Tem Sempre Razão" e começou a ser preparado durante o primeiro confinamento. Produzido, mais uma vez, por Benjamim, o disco conta com canções como 'Mau Feitio' e 'Queda Prá Desgraça' e será apresentado no Maria Matos, em Lisboa, a 8 de novembro, e na Casa da Música, no Porto, a 10.

Rita Redshoes - Lado Bom

Rita Redshoes lançou "Lado Bom", o seu quinto álbum de originais e primeiro escrito totalmente em português. 'Rosa Flor', dedicado à sua filha Rosa, é o mais recente single de um álbum inspirado pelos desafios da maternidade. Pedro da Silva Martins, Samuel Úria e Bruno Santos são os colaboradores de um disco escrito, quase na integra, por Rita Redshoes.

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