Criada conta a história emocionante de uma mulher obrigada a trabalhar como empregada doméstica depois de fugir do namorado abusivo que a mal-tratava.
Alex é uma mulher cheia de sonhos. Mas quando a relação que mantém com o parceiro Sean, com quem tem uma filha, resvala para a agressão física e psicológica, a vida é posta em suspenso. É quando decide bater com a porta, e fugir, que lhe é permitido ser gente outra vez. Longe dos maus-tratos do companheiro, um agressor sem redenção, chegam-lhe novos dilemas, mas nenhum mais complexo do que aquele que se mantém constante do início ao fim da história: a necessidade de se manter à tona e arranjar dinheiro para pôr comida na boca na filha ao final do dia.
A história, que se desenrola ao longo de dez episódios, avança lentamente porque os dilemas com que a protagonista se enfrenta são vários e morosos. Os problemas legais em que se vê metida custam-lhe mais dinheiro do que aquele que ganha a esfregar escadas ou casas de banho, muitas vezes em condições desastrosas. Mas encontramos em Alex a determinação e a coragem de sorrir e manter a cabeça erguida, mesmo quando a resignação parece o caminho mais fácil.

Um grupo de idosos reúne-se todos os dias nos jardins do Palácio do Catete, antiga sede da Presidência do Brasil e actual Museu da República, no Rio de Janeiro. Ao cair da tarde, homens e mulheres quase centenários revelam o sentido da vida através de antigas canções de amor. Este filme, retrato da sua força e vitalidade, foi subitamente interrompido pela pandemia de coronavírus, que dizimou uma geração.

Paraíso começou por ser um “mergulho na memória” do realizador Sérgio Tréfaut, que nasceu no Brasil e deixou o país quando era adolescente, voltando ali após quatro décadas de ausência. Filmado nos jardins do Palácio do Catete, no Rio, antiga sede do governo brasileiro e hoje Museu da República, onde todos os dias, ao cair da tarde, mulheres e homens quase centenários, pessoas anónimas e verdadeiras estrelas por quem o tempo não parecia ter passado, verdadeiros sobreviventes de um outro Brasil, como diz Tréfaut, se reúnem para cantar antigas canções de amor, o filme, as vidas e as canções dos seus intérpretes foram subitamente interrompidos pela pandemia. Alguns ainda cantam.
Outros foram levados pelo vírus.
Paraíso é o retrato de um país que se apaga e uma homenagem à beleza de uma geração dizimada.

Biografia do realizador
SÉRGIO TRÉFAUT nasceu no Brasil em 1965. Formou-se em filosofia na Sorbonne e começou a sua vida profissional em Lisboa como jornalista e assistente de realização. Afirmou-se como realizador e como produtor durante a década de 90. Nesse período também coordenou grandes exposições internacionais. Os seus filmes foram exibidos em mais de 50 países, onde receberam múltiplos prémios. Sérgio Tréfaut é membro fundador da APR – Associação Portuguesa de Realizadores, foi Presidente da Apordoc – Associação Portuguesa de Documentário e dirigiu o festival Doclisboa. A sua mais recente ficção, A NOIVA, integralmente filmada no Iraque, está em fase de pós-produção.

O ESPIÃO INGLÊS

in Cinema
junho 07, 2021

O empresário Greville Wynne (Benedict Cumberbatch) e a sua calorosa esposa Sheila (Jessie Buckley ) levam uma vida tranquila. Quando rumores de uma toupeira no governo da União Soviética alcançam o agente de inteligência britânico Dickie Franks (Angus Wright) e a oficial da CIA Emily Donovan (Rachel Brosnahan), Greville é chamado a servir o seu país precisamente devido ao seu aspeto banal.
Atirado para o conflito político e, à medida que os seus esforços para acabar com a crise dos mísseis cubanos se aprofundam, Greville cria um vínculo inquebrável com o seu informante, Oleg (Merab Ninidze), que acabará por ser posto à prova. Pressionado pelas suspeitas de Sheila e à medida que os soviéticos se aproximam da trama, Greville prova que está longe de ser um cidadão comum.

FICHA TÉCNICA
Título original : The Courier aka Ironbark
Género : THRILLER
Ano : 2020
Realizador(es) : Dominic Cooke
Elenco : Benedict Cumberbatch, Jessie Buckley, Rachel Brosnahan, Merab Ninidze,
País(es) : Reino Unido
Duração : 1h 51m

Estreia em Portugal: 10-Junho-2021

“Os filmes foram maioritariamente realizados por homens. Os chamados ‘clássicos de cinema’ foram maioritariamente realizados por homens. Mas, durante 13 décadas, e nos seis continentes onde se faz cinema, também milhares de mulheres realizaram filmes. Alguns dos melhores filmes.” As palavras são da actriz Tilda Swinton, uma das narradoras, e dão início a este documentário de 14 horas dividido em 14 capítulos, assinado por Mark Cousins. Cousins, reconhecido crítico e historiador de cinema, usa cerca de mil excertos de obras de 183 realizadoras para guiar os espectadores através da cinematografia feminina. Faz uma análise da forma como escrevem, filmam e montam os seus filmes e de que modo representam o mundo e a si próprias. Para além de Swinton, “As Mulheres Fazem Cinema” tem também narração de Jane Fonda, Adjoa Andoh, Sharmila Tagore, Kerry Fox, Thandie Newton e Debra Winger.

Estreia em Portugal: 3-Junho-2021

FICHA TÉCNICA
Título original : Women Make Film: A New Road Movie Through Cinema
Género : DOCUMENTÁRIO
Ano : 2018
Realizador(es) : Mark Cousins
Elenco : Mania Akbari, Adjoa Andoh, Clio Barnard
País(es) : Reino Unido
Duração : 14h 00m

Pág. 1 de 2

VOZ ONLINE é o nome da rádio licenciada pela Associação Voz Online Rádio - ARDVOZ.

  •  

Registo na ERC nº 700077
  •  
    spotify6  google podcast