O grande compositor grego Mikis Theodorakis faleceu em Atenas aos 96 anos, nesta quinta-feira (2 de setembro), segundo foi divulgado por fontes do hospital em que ele estava internado.
Theodorakis conquistou fama mundial em 1964 ao compor a trilha sonora do filme "Zorba, O Grego". Ele também participou na resistência contra os nazis e lutou contra a ditadura militar.
Nascido em 29 de julho de 1925 em Chios, no Mar Egeu, numa família de origem cretense, Mikis Theodorakis é autor de uma obra gigantesca e o mais célebre dos compositores gregos. Com o passar dos anos, ele tornou-se o símbolo da resistência na Grécia.
Muito ativo ao lado dos comunistas durante o conflito civil que explodiu na Grécia após a Segunda Guerra Mundial, ele foi deportado para a ilha prisão de Makronisos, onde foi torturado. Theodorakis foi detido no começo da ditadura dos coronéis, iniciada em 21 de abril de 1967.
Durante a crise financeira que afetou a Grécia há alguns anos, ele se manifestou contras as medidas de austeridade impostas pelos credores do país (Banco Central Europeu, União Europeia e Fundo Monetário Internacional).

Um acervo de centenas de documentos, gravações, fotografias, discos e outros objectos, testemunho da criação musical e da actividade política de José Mário Branco (1942-2019), vai ser gerido por uma comissão científica liderada pela investigadora Salwa Castelo-Branco.
O espólio do músico José Mário Branco, que morreu em Novembro de 2019, aos 77 anos, vai ser organizado e catalogado pela Universidade Nova de Lisboa, disse à agência Lusa um dos filhos do compositor, Pedro Branco, acrescentando que o projecto é que todo esse património venha a ser gerido, no futuro, por uma fundação que a família está a tentar criar para esse efeito.
O protocolo cria ainda o Centro de Estudos e Documentação José Mário Branco – Música e Liberdade, e o espólio será gerido e estudado por uma comissão científica liderada pela investigadora Salwa Castelo-Branco.
Pedro Branco explicou que este acordo dá seguimento ao trabalho que José Mário Branco tinha encetado há alguns anos com o Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md) e com o Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM), daquela universidade, visando a identificação e catalogação da sua obra escrita e musical.
“Têm feito um trabalho espectacular de recolha de material”, incluindo coisas que o próprio músico desconhecia, e o protocolo agora assinado “vem legitimar a continuidade desse trabalho”, diz Pedro Branco. “O que estão a fazer é organizar tudo à medida que vão descobrindo mais coisas em Portugal e no estrangeiro”.
O trabalho de catalogação que tem sido feito pelo CESEM está acessível on line e resulta da digitalização de mais de um milhar de documentos, como partituras, cartas, letras de canções, material de trabalho e fotografias:
Arquivo José Mário Branco

Lusa/Público

O BAIRRO EM FESTA é uma iniciativa cultural co-promovida pelo LARGO Residências, Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC e Junta de Freguesia de Arroios, em parceria com a Rede Local de Parceiros Sócio-Culturais em torno do Eixo Almirante Reis (Intendente, Pena, Anjos e Arroios).

Ai Weiwei, o artista contemporâneo e ativista chinês, vem pela primeira vez a Portugal com uma exposição inédita: Rapture, a realizar na Cordoaria Nacional a partir de 4 de junho de 2021.
Eleito o artista mais popular do mundo em 2020 pelo The Art Newspaper, Ai Weiwei é mundialmente reconhecido pelo seu forte engajamento político e por conectar a arte a questões sociais e de direitos humanos. Com curadoria do brasileiro Marcello Dantas, a mostra apresentará alguns dos trabalhos mais icónicos do artista, assim como obras originais produzidas em Portugal que exploram técnicas tradicionais revisitadas.
A palavra Rapture, em inglês, tem assumidamente várias leituras: 1. O momento transcendente que conecta a dimensão terrena e a dimensão espiritual, 2. O sequestro dos direitos e liberdades de cada um. 3. A ligação entre o entusiasmo sensorial com o êxtase.
Para Ai Weiwei, Rapture é um pouco de todas essas ideias tomando forma numa exposição inédita que propõe apresentar as duas dimensões criativas de um artista ícone dos nossos tempos: realidade e fantasia.
Se, por um lado, Ai Weiwei é um notório ativista político, símbolo da resistência à opressão e defensor dos direitos civis e da liberdade de expressão, com uma ampla produção artística que marcou a luta nas últimas décadas; por outro também é um articulador das raízes culturais mais profundas da humanidade, em especial das tradições e iconografia chinesas, perdidas ou esquecidas desde a Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung (1966 – 1976). Essa dimensão mais fantástica, mística e espiritual é um elemento forte, porém menos notório na sua obra.
A pesquisa por materiais, técnicas e elementos simbólicos de outros tempos é um trabalho de arqueologia cultural que faz parte da busca pela identidade que a China perdeu e atualmente sofre pela desconexão com as suas raízes.
A exposição divide-se em dois núcleos/flancos: um é o lado da fantasia, onde essa origem é explorada; e o outro incide sobre a realidade e a emergência de assuntos que transbordam nas nossas vidas com o agravamento das condições humanas no planeta. Seja por razões políticas, ambientais ou sociais. Ai Weiwei oferece-nos uma visão atenta a questões essenciais que afligem todos os povos, tais como de onde viemos e o que estamos a aqui a fazer.
Algumas das obras históricas que estarão expostas são Snake Ceiling (2009), uma grande instalação em forma de serpente constituída por centenas de mochilas de crianças, em memória aos estudantes mortos no terremoto de Sichuan, em 2008; Circle of Animals (2010), na qual o artista revisita uma série de esculturas composta por doze cabeças de animais do zodíaco chinês que adornavam uma fonte no jardim Yuanming Yuan, nos arredores de Pequim, durante a dinastia Qing; e Law of the Journey (Prototype C) (2016), que consiste num barco insuflável de 16 metros de comprimento com figuras humanas e faz alusão a um dos temas mais recorrentes na obra do artista: a crise global de refugiados.
No decorrer da exposição, haverá um ciclo de documentários sobre a vida e trabalho de Ai Weiwei.

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