RECREIO é espaço, mas também é tempo. O verbo conjugado no presente sobre o
modo de voltar a acreditar.
O intervalo está marcado para os dias 15 e 16 de outubro. Ao toque da campainha, uma programa diversificado que passa pela comédia, música, poesia e novo circo.

Tendo a Lx Factory e o Village Underground Lisboa como pátios, é neste balouçar de gargalhadas e cultura que fazemos um convite à pausa, ao lazer e ao divertimento.

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17 Novembro ::: Casa da Música, Porto
18 Novembro ::: Centro Cultural de Belém, Lisboa

A cantora catalã apresentará em Lisboa e Porto, concertos que assentarão sobre a narrativa do seu mais recente álbum 'FARSA, género imposible' (Universal Music Spain, 2020). Os bilhetes já estão disponíveis e podem ser consultados nos links abaixo.
Um ano após o lançamento do muito aclamado álbum FARSA (género imposible), e após vários adiamentos, Silvia Pérez Cruz apresenta finalmente o seu mais recente projecto nos palcos da Casa da Música e do Centro Cultural de Belém. FARSA CIRCUS BAND é o colectivo de excelentes músicos e amigos que acompanharão a cantora nestes dois concertos.
Este regresso a Portugal traz, a Silvia Pérez Cruz, uma estreia: é a primeira vez que a cantora catalã sobe ao palco da Casa da Música e é também a primeira vez que se apresenta em concerto na cidade do Porto.
Silvia Pérez Cruz realizou 7 concertos em Portugal com várias formações nos últimos 12 meses, aos quais se juntam agora os de Lisboa e Porto.

Ficha Técnica
Silvia Pérez Cruz - voz e guitarras
Lucas Delgado - piano
Bori Albero - contrabaixo
Carlos Monfort - violino
Publio Delgado - guitarra
Aleix Tobías - bateria e percussão

Som - Juan Casanovas
Luz - Isabel del Moral
Produção - Fado in a Box

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FARSA (género imposible) é sexto disco de Silvia Pérez Cruz em nome próprio. Um álbum de canções originais que reflecte a relação da cantora catalã com as mais variadas disciplinas artísticas.

                                                                                           O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
    Fernando Pessoa


FARSA (género imposible), gravado durante o ano de 2019, traduz a dedicação de Sílvia Pérez Cruz à composição nos últimos três anos: treze canções originais com letras de sua autoria e alguns poemas de outros autores. Farsa (género imposible) , com o selo da Universal Music, responde à inquietação de Sílvia Pérez Cruz relativamente à dualidade do que mostramos ser e do que realmente somos, sobre como sobrevive a nossa fragilidade interior, do nosso íntimo, nestes tempos em que o superficial é tão arrasador, que o que se vê pode chegar a confundir-se com o que se ouve. Onde o que parece visualmente sumarento pode esta vazio. O buraco. A mentira.

A palavra farsa vem do francês "farsiment": durante os entreactos das comédias da corte do Rei Luís XVI, contratavam cómicos para ocuparem o tempo com vários entretenimentos, geralmente, situações satíricas e histriónicas. Com o tempo, um farsante converteu-se num impostor, numa pessoa que inventa, num mentiroso.

Sílvia Pérez Cruz canta neste disco canções que compôs dialogando com outras disciplinas artísticas como o cinema, a dança, a poesia ou o teatro, entre outras, que se dedicam a expandir a vida, recriando-a.

Muitas vezes fala-se do teatro como o lugar da mentira. E não é uma ideia totalmente incorrecta.
Quem mente sabe que mente. Não se pode mentir sem querer. Para que comece a actuação é preciso fazer-se o mesmo gesto: saber que se está a actuar. Ao contrário da mentira que nasce para tentar ocultar alguma coisa, o teatro procura revelar algum sentido, através da força da repetição.

No teatro (quando acontece) estamos habituados a que a máscara seja a pele, que isso que fazemos com dedicação e esmero é o que somos, pelo menos durante o tempo que dura o
desejo de suster o gesto.

Cada canção deste drama, será o convite a entrar num mundo particular, a viajar desde o quarto solitário até ao grito de amor animal, ao confinamento de uma célula inesperadamente desejada, ao baile
como resposta à dor, ou às palavras da infância recriando sonhos com todos os
brancos dos esquimós.

Mas cada canção será também uma pregunta sobre a verdade. Se o som no seu mistério já nos traz ao corpo sensações inefáveis, o que acontecerá quando se torna canção, quando a palavra encarna e nos transforma? Não será isto tremendo? Não será cada canção que cantamos, também um pequeno quarto a partir de onde tentamos compreender o mundo?

A segunda edição do Festival «O Jazz tem Voz!», organização da Clave na Mão em parceria com A Voz do Operário, está confirmada, com o apoio do programa Garantir Cultura e da Câmara Municipal de Lisboa.
Assim, nos dias 9 e 10 de outubro teremos os dois primeiros concertos, no Largo de Santa Marinha, com entrada livre. No fim de semana seguinte, a 15, 16 e 17 de outubro, fixamo-nos no edifício de A Voz do Operário – Graça.
Continuando a colaboração com ilustradores portugueses, e depois de na primeira edição a imagem do Festival ter tido autoria de André Letria, a identidade gráfica da edição deste ano é assinada por Bernardo P. Carvalho - Planeta Tangerina.

Programa
Largo de Santa Marinha
Pedro Moreira Sax Ensemble
Two Maybe More
09 out: 17h
Paula Sousa Trio
10 out: 17h
Voz do Operário
Orquestra Jazz de Matosinhos com João Paulo Esteves da Silva
15 out: 21h
Orquestra Gerajazz
16 out: 11h
Mário Laginha Trio convida Maria João
16 out: 21h
Isabel Rato Quinteto
concerto comentado para famílias
17 out: 11h
João Barradas + Ricardo Toscano
Duplex
17 out: 18h

Estreou-se o em 2020 com o álbum Meia Riba Kalsa, tratado poético, musical e social, naquele que foi um dos lançamentos mais estimulantes da música portuguesa dos últimos tempos. Nascido no seio de uma família onde a música é omnipresente, aos 25 anos, afirma-se como uma das vozes mais singulares de uma nova geração que se sente à vontade com o português e o crioulo, a cultura global do hip-hop e as singularidades locais à volta do funaná ou da kizomba, sendo capaz de fazer brotar poesia das ruas de Mem Martins ou da Linha de Sintra, sem deixar de ter consciência das tensões, conflitos e dificuldades. Na sua arte há histórias de amor, de amizade, de crescimento ou de corpos negros injustiçados. A 15 de Outubro atuará no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Tristany pinta com a voz, ilustrando a realidade por ele vivida, através do seu olhar e do olhar das pessoas que o rodeiam. Olhos que falam sobre realidades inviabilizadas, marginalizadas e por vezes romantizadas.
Através da sua arte multidisciplinar, expressa a sua maneira sentir, criando assim uma multiplicidade de ritmos, com sonoridades cruas e estímulos visuais diversificados, representando todas as culturas que se sente inserido.
«Meia Riba Kalxa é mais um pequeno terramoto na música portuguesa e peça culminar de três décadas de inspiração e resiliência dos subúrbios negros da Grande Lisboa.»

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