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Rio Atlântico Integral / 10:00 - 11:00

ESPETÁCULO CÉNICO MULTIFACETADO QUE COMUNGA EM SI MÚSICA, HISTÓRIA E IMAGEM.
10 NOVEMBRO, TEATRO MARIA MATOS, LISBOA

Nove meses após o lançamento do aclamado álbum "Samba de Guerrilha", o cantautor carioca Luca Argel volta a Lisboa para subir ao palco do Teatro Maria Matos a 10 de novembro.
Esta será a primeira vez que "Samba de Guerrilha" será apresentado com todas as suas componentes. Música, história e imagem irão conjugar-se em cena para contar a trajetória deste centenário género brasileiro que atravessou muitas batalhas antes de conseguir a aceitação social, e representa a luta das populações negras e periféricas em busca de reconhecimento, direitos e dignidade.
"Samba de Guerrilha em cena" conta com a narração de Nádia Yracema (Aurora Negra) e com cenografia multimédia desenhada em tempo real por António Jorge Gonçalves. A música, é claro, fica a cargo de Luca Argel e sua banda.
Os bilhetes para o espetáculo de 10 de novembro no Teatro Maria matos já estão disponíveis no site da Ticketline. Este é um evento que acontece no âmbito do programa Garantir Cultura.
"Quando lancei o álbum me perguntavam como iríamos apresentá-lo em palco. E eu respondia a verdade: «não tenho ideia!». Não só porque a pandemia inviabilizou os concertos, mas porque eu realmente não sabia como fazê-lo. O álbum não é apenas música, logo o concerto também deveria ser muito mais que um concerto. Agora, depois de alguns meses debruçado sobre o problema, e enquanto ganhava quilometragem na estrada com a banda nova, acho que finalmente já consigo responder àquela pergunta. Descobrimos como traduzir o «Samba de Guerrilha» num espetáculo!"
Luca Argel

"Samba de Guerrilha" não se assume apenas como um disco, mas sim uma obra que reúne múltiplas expressões artísticas em si: da música de Luca Argel à narração de Telma Tvon, ilustração de José Feitor e poesia de tantos artistas. É uma samba opera, conceito emprestado da rock opera popularizado por Pete Townshend (The Who).
"Samba de Guerrilha" é uma viagem no tempo, onde conhecemos histórias e personagens do combate ao racismo, à escravidão e às desigualdades. Ouvimos a narrativa em forma de samba, mas um samba que, desta vez, está permanentemente a testar os limite das suas possibilidades musicais, um samba reinventado, eletrificado, nascido a um oceano de distância da tradição.
Entre clássicos e jóias pouco conhecidas do repertório do género, os temas são todos eles versões de sambas já existentes mas que, juntos neste trabalho, contam a história deste género musical.

15 OUTUBRO | COIMBRA Convento São Francisco
3 e 4 DEZEMBRO | LISBOA Museu do Oriente
26 DEZEMBRO | PORTO Casa da Música

Este espetáculo, em que Rodrigo Leão se apresenta como Rodrigo Leão Cinema Project, reune repertório dos três discos editados em 2020 e 2021 (O Método, Avis 2020 e A Estranha Beleza da Vida), assim como uma seleção de temas clássicos do compositor. É, por isso, bastante eclético, com uma grande abrangência de estilos musicais que vão do neoclássico à valsa.
Em palco, Rodrigo Leão (sintetizador e piano e coros) é acompanhado pela sua banda habitual: Ângela Silva (voz, sintetizador e metalofone), Viviena Tupikova (Voz, violino e piano), Carlos Tony Gomes (violoncelo) e João Eleutério (guitarra, baixo, sintetizador, percussão, harmónio indiano e coros). Junta-se à banda um coro interpretando, entre outras, as partes corais gravadas no álbum O Método.
São ainda de realçar as imagens projetadas em vídeo no palco da autoria de Gonçalo Santos que integram desenhos da autoria do próprio Rodrigo Leão.

Ao longo do seu percurso, Rodrigo tem composto e pensado alguns dos seus álbuns como se de filmes se tratassem, uma história que se quer contar. A partir daí, tal como num filme, trata-se de fazer o casting certo de vozes para cada personagem que assume um papel nesta narrativa. Complementado com ambientes sonoros e música, Rodrigo realiza a montagem final que dá a cada disco uma abrangência musical diversa, ditada pela história de cada “filme”. Foi este o caminho seguido em álbuns como Alma Mater, Cinema ou A Mãe, e é nessa linhagem que A Estranha Beleza da Vida se inscreve. Trabalhos em que os convidados são as personagens que integram a história, como aconteceu com Adriana Calcanhoto, Beth Gibbons, Ryuichi Sakamoto ou Neil Hannon. Em comum, mais do que um estilo musical, estes discos partilham a ideia de pensar um álbum como se fosse um filme, assumindo o cinema como estilo transversal a todos os projetos.
A Estranha Beleza da Vida começou a tomar forma no final do ano.

“Comecei a pensar neste trabalho em Outubro de 2020, o mês em que regressei a Lisboa depois de meses de confinamento no meio do campo. Senti diferença logo nos primeiros temas, algo mais positivo, mais feliz, diferente dos ambientes do disco anterior. Alguns remetiam-me para uma época algo distante da que vivemos agora. Talvez não fosse por acaso e até resultasse de uma tentativa inconsciente de esquecer o presente…”

Rodrigo sempre se mostrou interessado em explorar géneros diferentes – valsa, tango, chanson, samba, neoclássico, ambiental e indie – como se os seus discos fossem viagens registadas e atravessadas pelo seu olhar. É um disco cinemático, uma viagem por canções e ambientes diversos revistos pela modernidade do tratamento a que as submete, nascidas de momentos de inspiração feliz agarrados a quente.

Mariza, nome incontornável da música portuguesa, anuncia dois concertos em nome próprio em dezembro deste ano. A fadista sobe ao palco do Campo Pequeno e da Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota nos dias 4 e 5, respectivamente.
Neste ano, o vigésimo da sua carreira, Mariza regressa às suas raízes e demonstra toda a força da sua personalidade e do seu talento em palco trazendo consigo na bagagem o seu mais recente álbum Mariza Canta Amália, bem como todos os seus maiores êxitos que pavimentaram a solidez de uma carreira que nenhum outro artista Português, desde a própria Amália Rodrigues construiu a nível internacional, com semelhante sucesso.
Assim, nos dias 4 e 5 de dezembro no Campo Pequeno e Super Bock Arena, celebram-se 20 anos de carreira, 20 anos de música e 20 anos de uma viagem que começou discretamente, como um fenómeno local quase escondido, partilhado apenas por um pequeno círculo de admiradores lisboetas que tornou Mariza, e a sua extraordinária voz, numa das mais aplaudidas estrelas do circuito mundial da World Music. E, em simultâneo, numa verdadeira embaixatriz do Fado que não hesita em levá-lo por novos e ousados caminhos, sem nunca perder de vista a sua alma.

CCB, no âmbito do ciclo  "Há Fado no Cais"
4 de novembro | 19:00

Poderia dizer-se que Mísia tem uma das mais bonitas carreiras que o fado já gerou entre nós, porque é feita de genuína entrega e de honesta reverência por um passado que estudou, mas que nunca permitiu que a prendesse, dando ao longo dos anos voz a novos poetas, experimentando novas sonoridades. O mundo soube aplaudi-la. Mas não só.

José Saramago, Prémio Nobel da Literatura, escreveu para a sua voz. O realizador francês Patrice Leconte rodou um dos seus videoclips (Duas Luas, 2001), John Turturro escolheu-a para o seu filme “Passione” (2010) e William Christie programou-a para la Cité de la Musique em Paris (2004). Durante anos, Mísia consolidou uma carreira internacional, cantando nos palcos de maior prestígio como a Filarmonia de Berlim, Festival d’ Avignon, Teatro Nacional de São Carlos (Lisboa), Teatro Chatelet (Paris), Town Hall (New York), Le Carré Amsterdam, Cocoon Theater (Tóquio), etc. E por isso mesmo, o seu trabalho mereceu a melhor atenção da imprensa mundial – Billboard, New York Times, Libération, Die Zeigt, entre outros. Mísia é a cantora portuguesa actual que desperta maior culto internacional na celebração dos sentimentos intemporais não só em português, mas igualmente em vários outros idiomas. Porque é, de facto, uma artista do mundo.

Agora, Mísia propõe-se, uma vez mais, a ser veículo dessa arte globalmente reconhecida e escolhe As Mais Bonitas - canções, certamente, feitas de melodias e palavras, mas também de amizades, paixões... - para um concerto especial integrado no ciclo Há Fado No Cais que resulta de uma co-produção entre o Centro Cultural de Belém e o Museu do Fado/EGEAC, dois pilares da cultura desta cidade que Mísia conhece muito bem. A imagem que apresenta esta íntima viagem musical e poética é, ela própria, muito bonita: um quadro com assinatura de Anne-Sophie Tschiegg.

Explica a artista:

«As mais bonitas não foram escolhidas por serem música e palavras melhores. Elas são bonitas porque foram importantes e amáveis no meu caminho e espero também nas emoções de quem algum dia as ouviu. Cada uma delas tem uma história especial, que se cruzou no meu destino, tornaram-se assim parte de mim.
Quero partilhar com vocês esta lista de temas belíssimos esperando que eles toquem nos vossos corações como tocam no meu.
Haverá alguns convidados surpresa neste ritual de agradecimento e celebração da Música e da Poesia. Também alguns temas inéditos que nunca foram gravados.»

Voz Mísia
Piano e direção musical Fabrizio Romano
Guitarra Portuguesa Bernardo Couto
Viola de Fado Daniel Pinto

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