DISCOCRACIA 36 -  (“GROOVE, UM FASCINANTE MUNDO SÓNICO”) - Dia 26/10/2018

Frequentemente, a palavra groove é usada na gíria, significando uma experiência agradável.
Para muitos, o groove representa uma atitude positiva, com bons sentimentos e que desperta a vontade de dançar.
Na verdade, groove é um termo oriundo da língua inglesa que, no meio musical, é sinónimo para "ritmo". Literalmente, significa "sulco" e provém da expressão "in the groove", ou seja, "no caminho". Este termo surgiu na década de 1930, em pleno auge do swing. As primeiras aparições do termo surgiram e foram gravadas por Wingy Manone, em 1936 (In the groove) e por Chick Webb, em 1939, em In The Groove, At The Groove.
A partir da aparição do funk nos anos 1950, o conceito de groove foi associado a uma forma de tocar relacionada com o “blues” e a música “gospel” e, desde a metade da década de 1960, também com o “soul”, tudo isto sem esquecer claro está, alguns estilos do rock, principalmente os de cariz mais experimental.
Embora Jimi Hendrix e Sly Stone tenham sido as divinas inspirações, os Funkadelic de George Clinton, considerado o fundador do psychedelic funk, foram sem sombra de dúvida os que mais pistas deixaram para as gerações futuras. Fazem parte dessa lista de seguidores, Prince, Talking Heads, Massive Attack, Red Hot Chili Peppers, Primal Scream, Happy Mondays, só para citar alguns.
A influência musical dos Funkadelic, pode ser ouvida no R&B, soul, electronica, gospel, jazz e new wave.
Groovy George

A nossa homenagem ao arquiteto do P-Funk, George Clinton

Propostas para a emissão:
ABERTURA - Funkadelic / Mommy, what’s a Funkadelic
LANÇAMENTOS:
- Jungle / For Ever
- Unknown Mortal Orchestra ‎/ Sex & Food
- King Gizzard And The Lizard Wizard ‎/ Gumboot Soup
FECHO:- Funkadelic / Maggot Brain

JUNGLE – FOR EVER (45:53)
Lançamento: 14 Setembro 2018 / Label: XL Recordings
Ao segundo álbum For Ever os Jungle, entregam-se a Los Angeles, não pelo fascínio da cidade, mas pelo lado da falência profissional e moral. A explosão do primeiro álbum acabou e agora assentam em variantes modernas de R&B.
“For Ever” é um álbum que começa com uma luz que depressa se vai dissipando na correria das expectativas, mantendo sempre um carácter positivo da falência. Esse é todo um conceito rigoroso ao longo dos temas que pega como um digno sucessor do homónimo de 2014.
Capitaneados por Tom McFarland e Josh Lloyd-Watson, o agora colectivo segue a sua cruzada rumo ao convencimento do maior número de pessoas acerca da viabilidade de um projeto sonoro fortemente autoral.
Os principais detractores da banda apontam como falha o facto de o que eles fazem não ser propriamente novo. É verdade, são, no entanto, honestos e fazem-nos sentir bem.

UNKNOWN MORTAL ORCHESTRA – SEX & FOOD (43:18)
Lançamento: 06 Abril 2018 / Label: Matador
Os Unknown Mortal Orchestra são uma banda de Neo-Psychedelia oriundos da Nova Zelândia com sede nos Estados unidos, em Portland, Oregon.
A banda é Composta principalmente pelo cantor, guitarrista e compositor Ruban Nielson e pelo baixista Jake Portrait.
Sex & Food é um disco que vai a muitos dos universos já visitados anteriormente, mas que se recusa a ser linear e a deixar-se compreender facilmente.
O álbum vai do pop ao rock psicodélico, do eletrônico ao progressivo, de Tame Impala a Pink Floyd, com sons Neo-Soul de todos os tipos, beats, sopros e violões.
É álbum rarefeito e solitário, que nos mostra um Nielson a fazer a música que quer fazer, sem qualquer cedência a um eventual desejo de subida de divisão.

KING GIZZARD AND THE LIZARD WIZARD – GUMBOOT SOUP (44:48)
Lançamento: 11 Janeiro 2018 / Label: Flightless ‎ 05:57
Os King Gizzard And The Lizard Wizard editaram Gumboot Soup, cumprindo assim a meta de lançar uma mão cheia de registos em 12 meses. É Obra.
Gumboot Soup, é assim o 13º longa-duração dos Gizzies e a quinta peça de um puzzle maior que foi sendo construído ao longo de 12 meses.
Um disco da reafirmação dos australianos enquanto expoente máximo do psicadelismo actual, que se recusa a ajeitar-se de forma confortável aos ditames do género, percorrendo os campos do jazz, da soul, do metal clássico, do rock alternativo dos anos 90 e das canções de paz e amor dos anos 60.
Gumboot Soup fechou o ano com toda a efervescência que se espera de um projecto deste septeto australiano. E de certa forma é o projecto mais adequado para terminar a viagem musical da banda, porque bebe de todos os outros. Não se tratam de B-sides mas sim de músicas que surgiram como uma inspiração tardia ou que não se adequavam tão bem aos álbuns lançados, como a banda referiu numa entrevista ao site Consequence of Sound.

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