VOZ ONLINE

Uma Contra a Corrente

A VOZ ONLINE é um projecto de rádio que pretende juntar pessoas, para quem a rádio é um mistério, uma paixão, e que tenham uma vontade de fazer rádio.

A nossa equipa tem uma experiência bastante diversificada, em comum a ideia de fazer uma rádio com gente dentro. Mas estamos aqui para apoiar novas ideias. Somos uma rádio de microfone aberto para a sociedade e para a diversidade.

Mas para isso, necessitamos de outras pessoas para quem a rádio ainda é um mistério e que não enjeitam um desafio.

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DA NOITE AO SILÊNCIO

Landfall, o álbum colaborativo de Laurie Anderson e Kronos Quartet, editado em Fevereiro deste ano, inspirado na experiência pessoal de Anderson com o furacão Sandy, marca a primeira colaboração em estúdio dos artistas.
Nos mais significativos álbuns de Laurie Anderson a atmosfera sonora é quase sempre serena e a tonalidade de voz, mais falada do que cantada, parece desapaixonada ou meditativa. Dir-se-ia que quanto mais agitado for aquilo que tiver para comunicar mais pacificador terá de ser o envolvimento sónico. Desta vez, é um furacão. Em Outubro de 2012 a tempestade Sandy teve efeitos devastadores em algumas zonas da área metropolitana de Nova Iorque, tendo as inundações destruído parcialmente uma casa de Laurie Anderson na parte baixa de Manhattan.
O contexto é preciso, numa evocação do furação Sandy, mas como em quase todas as narrativas da nova-iorquina, é também um disco sobre a perda e o luto, no sentido mais universalizante. É tentador, aliás, procurar aqui também leituras ou respostas à morte de Lou Reed em 2013, como já acontecia em Heart Of a Dog.
Laurie Anderson criou o seu caminho na música, cinema, poesia ou fotografia, colaborando com artistas como Jonathan Demme, Brian Eno, Bill T. Jones ou Peter Gabriel. É um dos nomes fulcrais da agitada cena experimental de Nova Iorque, protagonista de uma das mais aplaudidas discografias das últimas décadas e uma influência decisiva nas últimas gerações de artistas da electrónica mais exploratória.

DISCOCRACIA

“O FUTURO É PASSADO”
A Discocracia continua esta semana a deitar o olho ao novo programa de concertos ao Vivo que irá para o Ar, aqui na Rádio Voz Online.
Entre 1966 e 1968, houve uma tentativa de juntar a pop com elementos clássicos. Uma tentativa de ver a música como um todo, um movimento que chegasse a todos e não se dividisse em grupos, os novos e velhos. A pop tentou tornar-se adulta, requintada, sofisticada e, se calhar, algo snob, até porque muitos elementos destas bandas pop, tinham tido instrução clássica.
Rotulados, na altura, como uma das melhores bandas os Moody Blues são, ficaram conhecidos pelos seus álbuns de rasgo e inovação e tudo começou em 1967 com um certo golpe de sorte.
A sua produtora, Decca, queria uma versão rock da Sinfonia do Novo Mundo, de Dvorak, para mostrar ao mundo a sua nova tecnologia estéreo, no entanto, a História teceu o seu rumo, e um dos produtores conseguiu mudar tudo, juntando as músicas pop que os Moody andavam a desenvolver, juntando-os à London Festival Orchestra e conseguindo um resultado final, sobre o qual a Decca chegou a temer um desastre em termos de vendas não sabendo como catalogar nem publicitar a obra.
O psicadelismo barroco da obra, misturado com outros elementos clássicos não só acabou por ser bastante aceite, tornando a banda muito mais respeitada, como acabaria por ser um campeão de vendas para a Decca, muito por culpa da música final, “Nights in White Satin”, tendo contribuído decididamente para o surgirmento do Rock Sinfónico
Em 2017, para comemorar 50º (quinquagésimo) aniversário do álbum, a banda saiu em touné e gravou um espectáculo no Sony Center for the Performing Arts de Toronto, acompanhado por uma orquestra completa. O Concerto começa com a banda a tocar uma seleção de faixas clássicas dos Moody Blues, antes que eles se juntem à orquestra para tocar Days Of Future Passed na íntegra. No final temos uns encores magníficos.

 LANÇAMENTO: Moody Blues - Days Of Future Passed Live

LADO B

RASCUNHOS


Cristina Alves entrevista Miguel Santos
Conhecido no mundo da banda desenhada pelo envolvimento na Associação Tentáculo e, mais recentemente pelos dois volumes de banda desenhada Ermal, Miguel Santos (http://pictishscout.daportfolio.com/) esteve envolvido na produção de dois RPG’s premiados pelos ENNIES AWARDS (Chronica Feudalis e Honor Intrigue) e na produção de jogos de tabuleiro (como Field Commander: Napoleon - https://boardgamegeek.com/boardgame/42673/field-commander-napoleon) ou jogos de cartas (como Conflicting Kindgdoms http://conflictingkingdoms.co.uk/index.html). Miguel Santos esteve connosco e falou um pouco sobre todas estas vertentes.

Quarta-feira, depois das 20h, com Cristina Alves

OS CANTOS DA CASA

Cinco cantos n'Os Cantos da Casa
Marta Dias & Carlos Barreto Xavier ― Bandida, 2018.
Melech Mechaya ― Aurora, 2017.
Jorge Palma ― Acto contínuo, 1982.
Cícero Lee ― Those who stay, 2015.
Quiné ― Da cor da madeira, 2018.
Um programa de Octávio Fonseca e Pedro Ramajal

DISCOCRACIA

“O SEXO DOS ANJOS”
As vidas de Brian Ferry e David Bowie, cruzaram-se inúmeras vezes e têm muito em comum. Já de Salvador Dali e o que de comum teve com Ferry e Bowie, apenes se conhece uma particulariedade, o seu relacionamento com Amanda Lear.
A vida de Amanda, ainda hoje continua envolta em mistério. Não é certa, a data de nascimento, o sexo, os nomes e a nacionalidades dos seus pais e onde se educou.
A condição transexual de Amanda, desde sempre foi objecto de especulação nos mídia e consta na biografia daqueles que dizem tê-la conhecido antes de se tornar famosa.
Amanda, começou a sua carreira como modelo de moda nos anos 60 e tornou-se à época a musa inspiradora de Salvador Dalí. Apareceu pela primeira vez em público como modelo da capa do álbum For Your Pleasure, dos Roxy Music, em 1973.
De meados dos anos 70 até início dos anos 80, ficou conhecida como a rainha do Disco, principalmente na Europa Continental e na Escandinávia.
Em 1977 posou para a revista Playboy afirmando: "Eu sou uma mulher como outra qualquer", isto após os rumores de ser transexual, especialmente pela ausência de informações sobre sua origem, também pela sua altura, mas a acima de tudo pelo tom grave da sua voz. E por aqui se ficou…
Passaram 40 anos e muita gente já fez jus à letra de “I Am What I Am”, um êxito cover de Amanda Lear.
É uma vida, é hora de abrir o armário
A vida não vale a pena até poderes gritar
eu sou o que sou
Mas também houve, quem nunca se tivesse escondido.
A nossa homenagem ao Anjo Azul, Marlene Dietrich

Propostas para a emissão:
ABERTURA:
- Amanda Lear / I Am What I Am
LANÇAMENTOS:
- Christine And The Queens / Chris
- Sophie / Oil of Every Pearl’s Un-insides
- Ezra Furman / Transangelic Exodus
FECHO:
- Marlene Dietrich / Lili Marlene

Sexta-feira, às 20h, com Mano Jorge

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