VOZ DE CENA

Esta Noite Grita-se e a Rádio Voz Online em parceria transmite a peça Ruínas, da dramaturga inglesa Sarah Kane. Aquando da sua estreia em Londres no ano de 1995, foi fortemente criticada pelo seu conteúdo chocante e acusada de mostrar a violência com o único intuito de chocar. No entanto esta, que é a sua primeira obra, foi posteriormente reconhecida mundialmente juntamente com o resto das suas peças. Sarah Kane, suicidou-se em 1999, com 28 anos de idade.
A história da peça, decorre num quarto de hotel onde se instala Ian, um jornalista, e a sua ex-namorada Cate. Lá fora decorre uma guerra que irrompe para dentro deste espaço que se torna cada vez mais asfixiante e grotesco. A visita de um Soldado que abusa de Ian e que depois se suicida, a tentativa de Cate de salvar um bebé moribundo e a destruição do quarto por um morteiro, criam o setting para nos debatermos com a ideia de violência.
Esta gravação foi realizada no passado dia 1 de julho, no IFICT.
No elenco, desta leitura temos Bruno Bernardo, David Pereira Bastos, Filipe Abreu e Rita Cabaço, dirigidos por Miguel Maia.
No final da apresentação, poderão ainda escutar uma entrevista com Filipe Abreu e Miguel Maia, a propósito dos dois anos do projecto Esta Noite Grita-se e perspectivas para o futuro.
Esta noite grita-se, uma co-produção da Companhia Cepa Torta e Inquietarte.

CYRANO DE BERGERAC

O Grupo de Teatro TapaFuros com um espectáculo, CYRANO DE BERGERAC de Edmond Rostand, em cena de 13 de Julho a 1 de Setembro na Quinta da Regaleira em Sintra, ás Sextas-feiras e Sábados ás 21h30m!

Eis o espadachim da palavra! Cyrano, nariz no ar (e que nariz!) desafia qualquer bonifrate dono da razão! E tantos há, sem coração. De Amor ele é cavaleiro, lutando contra os moinhos gigantes da ignorância. O Amor caminha misteriosamente e Cyrano por vezes troca-lhe os passos. Mas não desiste, nunca. Até ao fim pode ser sol que ilumina. Até ao fim pode ser luar que encanta um beijo. E o mistério faz viver, no fim, não é?

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Texto I Edmond Rostand
Com Artur Dinis, Carolina Agostinho, Clara Marchana, João Bandeira, Luís Lobão, Nuno Fonseca, Nuno Grilo, Miguel Moisés, Sara Rio Frio, Sérgio Moura Afonso
Encenação I Rui Mário
Musica original I Pedro Hilário
Adaptação / Dramaturgia I Nuno Vicente
Cenografia / Adereços I Júlio Almas
Figurinos I Ana Paula Rocha
Imagem I Pedro Marques – Pamcreas
Fotografia I Sérgio Santos
Direção Técnica e Desenho de Luz I Nuno Gomes
Montagem de Luz e Sonoplastia I Jorge Valente Mestre de Armas I Fernando Brecha Apoio Mestre de Armas I Inês Nogueira
Direção Administrativa I Samuel Saraiva
Produção I Andreia Lopes
Co-produção I Fundação Cultursintra e Teatro TapaFuros

Os Cantos da Casa

Pedro Branco ― Contigo, 2018.

Vozes da Rádio ― Canções do homem comum, vol. I, 2016.

Brigada Victor Jara ― Marcha dos foliões, 1982.

Sérgio Carolino e Telmo Marques ― XL: Portuguese music for tuba & piano, 2014.

Beatriz Nunes ― Canto primeiro, 2018.

RASCUNHOS

 André Oliveira é um dos mais prolíferos autores de banda desenhada portugueses, com álbuns publicados em inúmeras editoras, e é um dos poucos que consegue conferir uma forte componente narrativa aos livros que publica. Para além de autor de banda desenhada, assumiu recentemente o cargo de editor na JBC. Durante a conversa abordámos alguns dos seus trabalhos mais significativos, bem como o processo criativo que lhe permite cooperar com diversos desenhadores.

 JAZZ & TAL

Os sentimentos de Charlie Haden pelo seu país são profundos. E mesmo quando não há palavras envolvidas, como neste álbum instrumental (American Dreams de 2002), o orgulho do baixista pela sua terra natal vem ao de cima. Se apenas uma música é explicitamente uma ode nacionalista ("America the Beautiful"), cada uma das outras faixas é permeada por um brilho musical que comunica emoções sinceras. Cada membro do ensemble parece ter sido tocado por essa mesma alegria: o saxofonista Michael Brecker, o pianista Brad Mehldau e o baterista Brian Blade, todos interpretam com elegância e criatividade. (Os notáveis arranjadores Alan Broadbent, Vince Mendoza e Jeremy Lubbock, com uma orquestra de 34 elementos, também contribuem para a excelência geral do projeto.

METAMORFOSE

Estão confusos com a programação do Alive? Não sabem que bandas ir
ver? A Voz Online e Veracity simplificam.

Esta semana a enciclopédia musical Vera Rodrigues partilha o seu
Roteiro Alive na Metamorfose.
Preparem os vossos cadernos e tirem notas para não perderem pitada do
que vale a pena ver e ouvir dia 12, 13 e 14 Julho no Passeio Marítimo
de Algés.

Esta edição de Metamorfose é uma parceria com VERACITY

DISCOCRACIA

“UMA NOITE NO ESPAÇO”
Em 4 de Outubro de 1957, a União Soviética lançou o Sputnik 1, o qual se tornou o primeiro satélite artificial a orbitar a Terra. O primeiro voo espacial tripulado ocorreu na missão Vostok 1 em 12 de Abril de 1961, na qual o cosmonauta soviético Yuri Gagarin executou uma órbita ao redor da Terra. 
Depois deste feito empreendido sob as ordens da União Soviética, foi apelidado de "Colombo do Cosmos". As suas impressões sobre aquilo que viu e presenciou a bordo da Vostok 1, deixam transparecer palavras cheias de poesia, beleza, relacionadas com o escuro do céu e as suas estrelas cintilantes. 
Com Yuri Gagarin transformado em herói nacional, os norte-americanos tiveram de aceitar a ideia de que os russos os tinham ultrapassado na corrida ao espaço.
O presidente Americano Donald Trump, ordenou recentemente a criação de uma nova "força espacial", prometendo não só o "domínio americano" na exploração da Lua e de Marte, mas também numa eventual guerra pelo espaço. Os "Estados Unidos serão sempre os primeiros no espaço “afirmou”. 
Trump, que não especificou os detalhes nem o papel específico desta força espacial, insiste no desenvolvimento do setor espacial desde que chegou ao poder. Fez aumentar o orçamento da Nasa, e em dezembro último ordenou que a agência espacial americana volte à Lua pela primeira vez desde 1972 e que prepare missões a Marte.
O setor espacial americano está em alta, mas a Nasa mudou o seu papel em relação à época das missões Apollo. gora é mais um cliente, que um operador. Desde 2012, que a agência tem um contrato com duas empresas, SpaceX e Orbital ATK, para aprovisionar a estação espacial internacional. Não envia astronautas desde 2011, e depende das naves russas Soyuz.
A corrida pelo domínio do Cosmos promete novos desenvolvimentos, mas… o que eles não sabem nem sonham, é que o sonho, é tela, é cor, é pincel, é retorta de alquimista, mapa de mundo distante, caravela quinhentista, passarela voadora e é desembarque em foguetão na superfície lunar, em busca de outras “estranhas formas de vida”.
Emissão para viajar e explorar, em total liberdade, a imensidão do espaço Sideral.
O “Nosso”!!! 

Sugestões para a Sessão:
ABERTURA – Soft Machine
LANÇAMENTOS : 
The Future Sound Of London/Lifeforms e XOR Gate/Conic Sections
FECHO – Tangerine Dream

APÓSTROFE

O mês de Julho chegou queremos uma Apóstrofe sem tema nem limites, esta 5a feira será mais um dia de Shuffle. Baralhamos músicas e misturamos divulgação de eventos e actividades culturais. Uma emissão livre onde poderão também sugerir as vossas músicas. Let's shuffle!

APÓSTROFE

Em período de férias de APÓSTROFE, esta quinta feira, pelas 21h, repetimos o programa em que Li Alves convidou Nuno Piteira.
Nuno Piteira é o fundador e organizador do Poetry Slam Amadora desde 2011 e coordenador geral da plataforma PortugalSLAM. É co-fundador da Associação Circuito Explosivo – Núcleo de Expressão Artística (Amadora 2011). Trabalhou no Museu de Arqueologia, Casa Roque Gameiro e Recreios da Amadora como animador socio-cultural, afecto ao departamento de Educação e Cultura da Câmara Municipal da Amadora. Organizador de visitas guiadas ao concelho da Amadora no âmbito da preservação Histórica e Património junto da comunidade escolar. Participou no projecto (Lab.I.O.) – Laboratório de Interacção e Oralidade, onde organizou eventos de poetry slam e workshops (2013-2015). Além disso criou e participou em diversas performances que cruzam poesia, vídeo, dança, pintura e escultura. Foi vencedor da Final Nacional de Poetry Slam em Portugal (2015) e o vencedor do Campeonato Europeu de Poetry Slam na Estónia (2015 / 2016). Participa na residência artística King of the Meadows em Friesland (Netherlands), onde trabalha com artistas frísios no âmbito da Capital Europeia da Cultura (Leeuwarden, 2018), participando em performances poético-musicais e organizando workshops de tradução.
Para além de fazer parte da coordenação geral da plataforma PortugalSLAM, Nuno Piteira é também director artístico e coordenador da iniciativa “Transpoéticos”.

DISCOCRACIA
“UNDER A LOVELY BLACK SKY”

Quando a rotina corrói duramente
E as ambições são pequenas
E o ressentimento voa alto
Mas as emoções não crescerão
E vamos mudando nossos caminhos
Apanhando estradas diferentes
Então, o amor, o amor vai nos separar, outra vez
O amor, o amor vai nos separar, outra vez
Love Will Tear Us Apart, os Joy Division em 1980.

O single, na altura, não editado em LP, teve a sua edição, 1 mês após o suicídio de Ian Curtis.

Num período hostil e adverso, que reside em muito dos países europeus, onde a sociedade contemporânea atravessa uma crise de valores, os Joy Division tornaram-se objecto de culto, servindo de inspiração a novos conceitos musicais.
Exemplo mais recente, é o do Blackgaze ou Post Black Metal, movimento que surgiu na última década
Para o Blackgaze, a ousadia está em misturar sonoridades distantes entre si, separadas por contextos e alguns conceitos, levando-as a passearem juntas em melodias e arranjos que impressionam, mas há diferenças, digamos, quase inconciliáveis, entre Dream Pop e, vá lá, Black Metal ou algo no gênero.
Os puristas do Black Metal rejeitam esta incursão, até porque o género é direcionado para um público bastante restrito e empenha-se em ser inacessível aos não iniciados. Nada mais natural, até porque o Black Metal é frequentemente recebido com hostilidade pela cultura mainstream.
Em 2005, a banda francesa Alcest lança o EP Le Secret, com duas longas composições que mostraram o resultado da brilhante ideia que o guitarrista e compositor Neige, teve em juntar ao seu Black Metal depressivo, vocais limpos e doces, juntamente com melodias etéreas, típicas do Shoegaze. Le Secret mais parecia uma colaboração entre Cocteau Twins e Burzum, uma analogia ao contrataste entre o atmosférico e reflexivo dos britânicos e o cru e depressivo da banda norueguesa.
Estava a ser inaugurado ali em le Secret o Blackgaze e não foi por acaso, que os Amesoeurs, outra das bandas de Neige, dedicaram o ep de 2006, Ruine Humaines a Ian Curtis.
Sessão dedicada a todos aqueles que se consideram espíritos livres e têm audácia para explorar novos caminhos.
Sugestões:
ABERTURA – Joy Division
LANÇAMENTOS :
Deafheaven/Ordinary Corrupt Human Love
MØL/Jord
FECHO – Alcest

Sexta-feira, às 20h, com Mano Jorge

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